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Nova NR-1 obriga empresas a mapear estresse e assédio no trabalho

Publicada em: 08/04/2026 09:57 -

A partir de 25 de maio, empresas brasileiras terão que incluir fatores como estresse, assédio e sobrecarga mental na gestão de riscos ocupacionais, com a entrada em vigor da nova Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que estabelece as diretrizes gerais de segurança e saúde no trabalho no Brasil. A principal mudança está na ampliação das regras de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).

Segundo a advogada trabalhista Rammony Aragão, da Minuzzo Advogados Associados, a atualização representa uma mudança importante na forma como as empresas devem encarar a segurança e a saúde no ambiente corporativo.“Muitas empresas focavam apenas na prevenção de acidentes ou no uso de equipamentos de proteção individual. Com a atualização da NR-1, o olhar precisa ser mais amplo. A empresa deve avaliar o ambiente de trabalho como um todo e entender o dia a dia do trabalhador para prevenir problemas antes que eles aconteçam”, explica.

Os riscos psicossociais envolvem fatores relacionados à dinâmica e à organização do trabalho. “Pressão excessiva, ambientes de trabalho hostis, cobranças desproporcionais ou falta de organização das atividades também podem causar adoecimento. Esses fatores já existiam, mas agora passam a receber mais atenção dentro do gerenciamento de riscos”, destaca Rammony Aragão.

A NR-1 já prevê a identificação de diferentes tipos de riscos ocupacionais. Entre eles estão: riscos físicos, como calor, ruído e vibração; riscos químicos, relacionados à exposição a produtos e substâncias; riscos biológicos, como vírus, bactérias e outros agentes infecciosos; riscos ergonômicos, ligados à postura, esforço repetitivo ou organização do trabalho.

Para a especialista, a mudança também representa uma transformação de mentalidade. “Não é apenas cumprir uma exigência formal. A proposta da norma é estimular uma cultura de prevenção, em que a empresa identifique riscos e atue de forma antecipada, em vez de apenas reagir a problemas já instalados”, afirma.

Impactos

A expectativa é que a mudança contribua para ambientes corporativos mais saudáveis, com reflexos tanto para trabalhadores quanto para empregadores.

“A tendência é que o trabalhador tenha um ambiente mais saudável não só fisicamente, mas também mentalmente. Isso pode reduzir estresse, afastamentos e melhorar a convivência dentro da empresa”, afirma a advogada.

Planejamento e orientação jurídica são essenciais
Apesar de a nova exigência entrar em vigor apenas em maio, especialistas recomendam que as empresas iniciem o processo de adaptação desde já. Afinal, em breve, o descumprimento das novas exigências pode resultar em autuações.

 
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