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Rick Azevedo é agredido por PMs após ação contra escala 6×1 no show da Shakira em Copacabana

Publicada em: 04/05/2026 11:23 -

vereador Rick Azevedo (PSOL-RJ) denunciou ter sido vítima de agressões físicas e verbais por policiais militares na noite do último sábado (2), no Rio de Janeiro, após participar de uma ação pacífica contra a escala de trabalho 6×1 durante o show da cantora Shakira, em Copacabana.

 

A mobilização foi organizada pelo movimento Vida Além do Trabalho (VAT), criado pelo parlamentar, e contou com panfletagem no entorno do evento. A iniciativa buscava ampliar o debate público sobre jornadas de trabalho consideradas exaustivas, tema que tem ganhado força nas redes sociais e em mobilizações recentes.

 

Confusão aconteceu após o fim do show em Copacabana

Segundo o relato do vereador, a situação de violência ocorreu ao final do show, quando ele deixava a área VIP. Mesmo identificado como parlamentar, Azevedo afirma que foi reconhecido por policiais militares e por bolsonaristas presentes no local, o que teria desencadeado hostilizações.

 

De acordo com o vereador, os agentes impediram sua passagem até o carro, que estava estacionado em uma área reservada para autoridades e convidados. Nesse momento, teriam ocorrido agressões físicas e verbais.

 

Em suas redes sociais, Rick Azevedo descreveu o episódio como uma tentativa de intimidação:

“É com muita revolta e tristeza que venho a público confirmar as agressões físicas e verbais que sofri. Foi uma tentativa clara de intimidação e silenciamento.”

“Não serei silenciado”, afirma Rick Azevedo

Na mesma publicação, o vereador detalhou que a ação realizada durante o show foi pacífica e voltada exclusivamente à conscientização:

“Como vocês acompanharam por aqui, o movimento participou de uma ação pacífica pelo fim da escala 6×1 ontem, durante o show da Shakira, em Copacabana.”

Ele também afirmou que a abordagem teria tido motivação pessoal:

“Ao final do evento, eu, meus assessores e amigos fomos agredidos e hostilizados por PMs bolsonaristas, que nos impediram de chegar até o carro, em um local reservado para parlamentares e figuras públicas.”

Ainda segundo Azevedo, o episódio se insere em um contexto mais amplo de ameaças:

“Ficou claro que era algo pessoal contra mim. Desde que me tornei conhecido, sofro ameaças, mas não deixo nada disso me abalar, porque sei da importância da minha luta.”

Caso foi registrado e pode gerar investigação

O caso foi formalizado com registro de boletim de ocorrência na 10ª Delegacia de Polícia (10ª DP). Rick Azevedo deve realizar exame de corpo de delito e, conforme suas prerrogativas, será ouvido na Câmara Municipal do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (4).

O mandato informou que irá requerer a abertura de investigação pelos órgãos competentes, incluindo a Corregedoria da Polícia Militar, além da identificação e responsabilização dos agentes envolvidos.

Apesar do episódio, o vereador afirmou que não pretende recuar na pauta que defende. Em tom de enfrentamento, declarou:

“Não vou abaixar a cabeça. As devidas providências já estão sendo tomadas para que os responsáveis sejam punidos. NÃO VAMOS RECUAR.”

E concluiu reforçando a continuidade da mobilização:

 

“Se eu já incomodava, agora vou incomodar muito mais.”

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