Uma proposta apresentada por deputados ligados ao bolsonarismo está provocando forte debate em Brasília e entre representantes dos trabalhadores. A emenda sugere a redução da alíquota do FGTS de 8% para 4% sobre o salário dos empregados, como parte das discussões relacionadas ao possível fim da escala 6x1 no Brasil.
Segundo informações divulgadas nos bastidores do Congresso Nacional, a medida seria uma das contrapartidas defendidas por setores empresariais para apoiar mudanças na jornada de trabalho. O texto também prevê um período de transição de até 10 anos para adaptação das empresas.
Até o momento, mais de 170 deputados já teriam assinado apoio à proposta, o que aumentou a repercussão nas redes sociais e entre sindicatos. Entidades trabalhistas criticam a iniciativa e afirmam que a redução do FGTS pode representar perdas importantes para os trabalhadores, principalmente em casos de demissão sem justa causa, financiamento habitacional e aposentadoria.
Parlamentares favoráveis à proposta argumentam que a redução dos encargos trabalhistas poderia estimular contratações e diminuir custos para os empregadores. Já os críticos afirmam que a medida enfraquece direitos históricos garantidos aos trabalhadores brasileiros.
O tema deve continuar gerando debates nas próximas semanas dentro da Câmara dos Deputados, enquanto centrais sindicais prometem mobilizações contra qualquer mudança que reduza benefícios trabalhistas.
